Vamos falar sobre o Slow Fashion?

Vamos falar sobre o Slow Fashion?

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escolhas

Diante de tantos comerciais e propagandas no imperativo – compre!, seja!, vista! – é até compreensível que a nossa verdadeira vontade fica um tanto perdida, não é mesmo?

E ao mesmo tempo, são tantas as “regras” que eu mesma já postei coisas das quais hoje me envergonho! Como por exemplo, quando fiz um post de saia longa e citei que saia-longa + cropped era só para quem não tinha nada sobrando!

Genteeee.. fiquei perplexa comigo mesmo quando reli esse post!! hahaha Quem sou eu na fila do pão para falar quem deve usar isso ou aquilo!? E principalmente, quem somos nós para citar que fulana tem coisa “sobrando” e beltrana não? #shameOnMe

 

Mas ah! Que bom que a gente amadurece!

 

E foi, nesse meio tempo entre pensar em alternativas para desapegar, achar espaço no armário, conseguir sobreviver com menos roupas (ainda estou trabalhando nessa! rs.) e etcéteras, que eu achei o termo slow fashion.

 

O site slowfashioned descreve o movimento como abaixo (tradução minha com ajuda do google):

“Uma coisa constante sobre moda é a mudança. Sazonalmente, as tendências mudam a cor preferida, silhueta, tecido e muito mais – ditando artificialmente a obsolescência de uma peça de vestuário. Ao longo das últimas décadas, as tendências da moda estão mudando em um ritmo maior devido aos avanços na tecnologia de produção, encurtando o tempo do conceito à loja. Esta aceleração das tendências e tempo do conceito à loja é referido por muitos como “fast-fashion“. Fast-fashion, muitas vezes também tende a ser de qualidade inferior, destinado a ser usado apenas para uma temporada.

O termo “slow fashion” foi cunhado por Kate Fletcher em 2007 (Centro de Moda Sustentável, UK). Slow fashion não é uma tendência sazonal que vem e vai como animal print, mas um movimento de moda sustentável que está ganhando força.

Slow fashion são tentativas para retardar esse consumo desenfreado a um ritmo mais sustentável.

E quando abrandamos, percebemos que não precisamos comprar novas tendências a cada 6 semanas, como os varejistas de fast-fashion vem trabalhando, precisamos dar um passo atrás e reavaliar o que é realmente importante para nós. Para dar os primeiros passos no movimento slow fashion não significa necessariamente tricotar nossas próprias meias; nós simplesmente precisamos tomar decisões de compra mais conscientes.”

 

Perceberam a ideia? Não é radicalismo e não comprar mais nada (até porque, seria impossível!) e sim, o consumo mais consciente e com qualidade! Nós, nosso bolso (pois a idéia é transformar quantidade em qualidade), o meio-ambiente, as costureiras, estilistas, e todos os envolvidos na produção, serão beneficiados.

fast-fashion

Hoje não é só mais coleção “primavera-verão” ou “outono-inverno”. Hoje temos o verão, alto-verão, inverno, alto-inverno, e com certeza primavera e outono também foram quebradas aí!

Não que não seja legal novidades! Novidades são o máximo! Mas a coisa anda tão desenfreada que nem usamos bem a última peça que compramos e já estamos enjoadas dela. E eu me enquadro aqui! #bad

 

Daí chegamos onde na maioria dos casos o salário pega: o preço!

Sim, não há como negar! Uma peça feita por costureira e/ou com um material melhor (100% algodão >>>>> 100% poliéster) ou com uma loja que sabemos toda a boa procedência da produção, sai bem mais caro que uma peça do Aliexpress, por exemplo! Mas gente, não tem como! Pra uma roupa estar muito barata, alguém teve que pagar por isso. E pode ter certeza que quase sempre a conta está lá nas costureiras e costureiros que acabam “pagando” isso com salários e condições de trabalho insalubres.

Trabalho

A coisa é séria. E para esclarecer: não estou citando aqui as grandes varejistas do Brasil. Não tenho conhecimento e não pesquisei (ainda) as procedências das roupas deles. Mas o que mais me preocupa, é o aliexpress e afins. Não vou ser hipócrita, eu já comprei lá sim! Mas hoje já não compro mais.

ps.: sobre as principais redes nacionais vou pesquisar o máximo que puder e trazer aqui. Sinceramente espero que esteja tudo ok com elas! Pois gosto de compra na C&A, Riachuelo e afins… Seria uma pena né? #oremos

costureiras

 

Estilo é saber que as mãos que fizeram suas roupas são mãos felizes.

 

Ultimamente tenho me apegado ao curso de corte-costura que fiz, na reutilização de minhas próprias peças antigas, visitas a brechós e ao comprar, além de continuar olhando material das roupas, também me preocupar onde a peça foi feita. Até mesmo antes de ler sobre o assunto! Sem querer estava aderindo ao slow fashion já! =)

E a minha esperança é que, ao fazermos nossas compras mais conscientemente, isso irá refletir de alguma forma lá nas indústrias. Precisamos ser um novo perfil de consumidores!

 

Mas ufa! Depois de tanto falar, queria saber agora a sua opinião caro leitor! O que você acha de tudo isso?

Senta aqui.. vamos conversar! =)

 

Um super beijo, e até o próximo post!

 

4 COMMENTS

  1. Ola concordo com você ……hoje sem querer (ou querendo) transformamos tudo em linha de montagem e não em empresas conscientes ……assim como a empresas no ramo da estetica que uma profissional tem que dar conta em um unico horario de atender, de atender umas 3 macas ao mesmo tempo. temos que ser mais realista e se fosse eu? voce? parabens pelo texto…..Bj gde piano

  2. É verdade… fiz a pesquisa para o ramo da moda, mas a demanda desenfreada acontece em muitas outras áreas tbem!
    Pro consumidor pode ser num ponto, até “bom”. Mas para o empresário/trabalhador, nem sempre!
    E aí a qualidade vai caindo né? Nem tem como!
    Temos que mudar mesmo nossa maneira de pensar e de consumir…

    Fico feliz q tenha gostado! =)
    Beijo!! GP.

  3. sharon disse:Muito bom o texto! Também prefiro utilizar um termo sem gênero para os cuidadores… mas não conhecia “parentagem”, passei a falar &#em20;pã8ternage2”.

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